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CNJ irá criar comitê cibernético de proteção ao Judiciário

Dias após os sistemas do STJ terem sido hackeados, Fux anunciou comitê como resposta do CNJ ao ocorrido

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O ministro Luiz Fux, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), anunciou que o CNJ vai criar um comitê cibernético de proteção ao Judiciário. O comitê será a resposta do órgão aos ataques hackers sofridos pelo Superior Tribunal de Justiça na semana passada.

“O evento desse fim de semana trouxe uma preocupação maior. Nós nos debruçamos junto com o ministro Humberto Martins [presidente do STJ]. Já amanhã, o CNJ vai dar uma resposta a isso. Vamos criar um comitê cibernético, de proteção à Justiça digital do Poder Judiciário, com a parceria de todas as entidades que têm expertise sobre esse tema”, disse Fux, em sessão do Conselho da Justiça Federal (CJF).

“Eu estou no Rio de Janeiro e vou pra Brasília agora e vou exatamente tratar da criação deste órgão que possa evitar que soframos mais uma vez uma lesão em nosso sistema de processos, como ocorreu no final de semana”, continuou.

Fux não deu mais detalhes sobre o comitê e nem informou quais entidades participarão, mas o CNJ deve anunciá-lo oficialmente nesta terça-feira (10/11). O presidente afirmou que “o CNJ dará todo o apoio possível e necessário” aos tribunais.

No dia 4 de novembro, o STJ sofreu um ataque hacker na tarde durante as sessões de julgamento das turmas. Por causa do ataque cibernético, todas as sessões de julgamento, virtuais ou por videoconferência foram suspensas ou canceladas até que seja restabelecida a segurança do tráfego de dados dos sistemas do tribunal superior. O tribunal também suspendeu os prazos processuais.

Servidores e ministros do tribunal ficaram sem acesso aos sistemas, e os hackers que invadiram o sistema da Corte ainda tentaram pedir um resgate pelas informações hackeadas. A informação foi confirmada ao JOTA por fontes ligadas ao tribunal, que afirmaram ainda que há consenso entre os membros do STJ em não pagar nenhum valor. O STJ informou que tem backup de 100% dos dados.


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