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Distrito Federal

MP quer que DF tenha cães farejadores de plantão em unidades de internação de jovens

Mesmo após a instalação de scanners em unidades, verificou-se que continua a ser expressiva a entrada camuflada de drogas

cães farejadores
Cão farejador da Polícia Civil do Distrito Federal / Crédito: Lúcio Bernardo Jr/Agência Brasília
O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) enviou recomendação à Secretaria de Justiça do DF para a implantação de um “Projeto de Unidade Canina”, a fim de coibir a entrada de entorpecentes nos centros de jovens infratores da capital, que têm hoje mais de 800 adolescentes internados ou cumprindo penas em regime de semiliberdade.

De acordo com levantamento da Promotoria da Justiça, mesmo após a instalação de scanners em todas as unidades de internação, verificou-se continuar expressiva a entrada camuflada de cigarros de maconha e outros entorpecentes, sendo assim necessário apelar para a “eficiência das brigadas caninas”.

No ofício datado da última quinta-feira (21/1), os promotores de Justiça Renato Barão Varalda e Márcio Costa de Almeida avisam que o descumprimento da recomendação “constituirá motivo para que sejam adotadas as providências cabíveis, especialmente as previstas na Lei 12.594/2012 (Lei do Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo), que dispõe sobre a responsabilização dos gestores e operadores no caso de não cumprimento integral das diretrizes da citada legislação”.

O MPDFT dá um prazo de seis meses para que a Secretaria de Justiça e Cidadania do DF se estruture para “implantar o Projeto Unidade Canina no âmbito do Sistema Socioeducativo do Distrito Federal, visando inviabilizar a entrada de substâncias entorpecentes e outros itens proibidos nas Unidades de Semiliberdade e Internação do Distrito Federal ou a guarda em seus arredores, adotando-se todas as providências pertinentes para a concretização da referida medida, inclusive através de parceria a ser firmada junto à PMDF /PBCães”.

Os procuradores dão especial destaque ao fato de que os cães farejadores são capazes de “detectar aproximadamente 480 diferentes odores”, e que tal providência, “ao redor das unidades e dentro dos alojamentos, trará benefícios ao sistema socioeducativo”.


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