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Segurança Pública

Bolsonaro autoriza Forças Armadas a proteger penitenciária federal em Brasília

Marcola, líder do PCC, está preso no estabelecimento desde março do ano passado

papuda
Penitenciária da Papuda, em Brasília. Crédito: Gláucio Dettmar

O presidente Jair Messias Bolsonaro (sem partido) publicou no Diário Oficial da União (DOU) o decreto Nº 10.233 que autoriza o emprego das Forças Armadas na Garantia da Lei e da Ordem, para a proteção do perímetro externo da penitenciária federal em Brasília, Distrito Federal.

Segundo o decreto, também assinado pelo ministro da Justiça e da Segurança Pública, Sergio Moro, fica autorizado o emprego das Forças Armadas na Garantia da Lei e da Ordem, no período de 7 de fevereiro a 6 de maio de 2020, para a proteção do estabelecimento prisional.

Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, líder da facção Primeiro Comando da Capital (PCC), está desde março do ano passado na penitenciária federal da capital.

Em fevereiro de 2019, ele havia sido transferido da P2 de Presidente Venceslau, em São Paulo, para um estabelecimento prisional federal em Rondônia depois da descoberta de um plano de fuga, que envolvia mercenários, para resgatar Marcola e outras lideranças do PCC.

Também foi descoberto um plano para matar o promotor do Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP) Lincoln Gakiya, que atua no Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco) da região de Presidente Prudente e Presidente Venceslau, e é responsável por investigar o PCC.

Um março do ano passado, Marcola foi novamente transferido, dessa vez para Brasília, sob a justificativa de que as transferências eram “fundamentais para o enfrentamento e o desmonte de organizações criminosas.”

Também assinam o decreto o ministro da Defesa, General Fernando Azevedo e Silva, e o ministro chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, General Augusto Heleno.


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