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Eleições 2018

OEA lamenta rara presença de fiscais dos partidos em locais de votação

Missão da OEA visitou 390 seções eleitorais em 130 locais de 12 estados e do Distrito Federal

OEA
Missão da OEA no Brasil / Crédito: Divulgação OEA

Em nota que parabeniza o Brasil pela bem-sucedida realização de eleições gerais, a Missão de Observação Eleitoral da Organização dos Estados Americanos (MOE/OEA) também lamenta “que os partidos não façam uso dos espaços que lhes são garantidos para fiscalizar as diferentes etapas do processo eleitoral, incluídas as provas de segurança das urnas”.

Com a proximidade do segundo turno, a a missão solicita às candidaturas que ainda estão na disputa “que aumentem os esforços para  inscrever de forma oportuna suficientes representantes que possam fiscalizar o processo e zelar pelo voto”.

No último domingo (7/10), o candidato à Presidência da República Jair Bolsonaro (PSL) afirmou que foi alvo de fraude eleitoral. “Se tivéssemos confiança no voto eletrônico, já teríamos o nome do futuro presidente da República decidido no dia de hoje”, afirmou.

O candidato disse também que iria “exigir soluções” do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) quanto às reclamações que ouviu sobre o mau funcionamento das urnas. Um dos filho de Bolsonaro, o senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) espalhou uma fake news de uma urna que mostraria o candidato Fernando Haddad (PT) apenas com o toque do número 1.

Nada parecido foi constatado pela missão da OEA. No dia da eleição, os observadores da OEA visitaram um total de 390 seções eleitorais em 130 locais de 12 estados do país e do Distrito Federal. A missão esteve presente também na sala de  verificação de totalização do TSE e do Centro de Comando e Controle Eleitoral.

Em nenhuma das 390 seções observadas pela missão foram registrados problemas com a urna eletrônica. Segundo a OEA, a propagação online de desinformação e notícias falsas foi uma constante e se estendeu ao dia das votações.

Outro problema constatado foi que no dia da eleição ainda “existia um número significativo de candidatos, tanto ao Congresso Nacional quanto aos governos estaduais e Assembleias Legislativas, cujo registro ainda não havia sido julgado”.

Por isso, a missão recomenda ” revisar os prazos estabelecidos para a apresentação e aprovação das candidaturas e, inclusive, considerar que o controle jurídico seja exercido em fase anterior ao  registro de chapas, com antecedência suficiente para resolver os questionamentos que venham a  surgir”.


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