Eleições

Piores índices

Combate à inflação no governo Bolsonaro é avaliado como negativo por 70% das pessoas

Pesquisa Genial/Quaest aponta que piores índices da gestão do presidente estão relacionados à condução da economia

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Presidente da República Jair Bolsonaro durante reunião com o ministro da Economia, Paulo Guedes / Crédito: Isac Nóbrega/PR

As piores avaliações do governo do presidente Jair Bolsonaro estão relacionadas à área econômica, conduzida pelo ministro Paulo Guedes. Pesquisa Genial/ Quaest, divulgada nesta quarta-feira (8/12), aponta que 70% dos entrevistados analisam o combate à inflação como negativo na gestão do presidente. Outros 12% classificam como positivo e 15%, como regular, enquanto 3% não responderam ou não souberam opinar.

A segunda maior avaliação negativa também está relacionada à economia. Para 51% dos entrevistados, a geração de empregos é ruim no governo – mesmo percentual dos que apontam como negativo o combate às queimadas na Amazônia. No combate à Covid-19, esse percentual fica em 47%.

Em outro questionamento, 41% dos entrevistados apontaram a economia como o principal problema do país. Para chegar ao número, o levantamento somou os percentuais dos que responderam desemprego (18%), crescimento econômico (14%) e inflação (9%) como a principal questão no Brasil no momento. A título de comparação, esse percentual foi de 19% para a saúde e a pandemia.

A pesquisa também buscou saber qual era a opinião da população a respeito da economia no último ano. Ao todo, 70% apontaram que houve piora e 17% disseram que melhorou. No levantamento anterior, de novembro, esses percentuais eram de 73% e 11%, respectivamente. Ou seja, houve uma leve melhora sobre a forma como as pessoas veem a economia no país, embora a percepção ruim seja majoritária.

Pesquisa Genial/ Quaest
Pesquisa Genial/ Quaest

Apesar do dado ruim para o governo, a maioria dos entrevistados (41%) apontou ter a expectativa de que a economia vai melhorar nos próximos 12 meses, enquanto que para 31% vai piorar nesse período. Na pesquisa anterior, os números ficaram em 42% e 34%, respectivamente.

A pesquisa Genial/ Quaest entrevistou pessoalmente 2.037 pessoas entre os dias 2 e 5 de dezembro. A margem de erro de dois pontos percentuais, e o índice de confiança é de 95%.

O levantamento trouxe ainda as intenções de voto para as eleições presidenciais de 2022. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva manteve em dezembro a liderança, seguido pelo presidente Jair Bolsonaro. O ex-juiz Sergio Moro se firmou no terceiro lugar. A pesquisa também mostrou que a rejeição a Bolsonaro e Moro é maior do que a Lula.

Agregador do JOTA

O Agregador – ferramenta do JOTA que é a maior base de pesquisas do Brasil, com mais de 10 mil levantamentos individualizados desde o governo José Sarney – observa que o patamar da avaliação positiva de um presidente candidato à reeleição geralmente se mantém no pleito seguinte. O modelo do JOTA calculou que a mediana de aprovação do presidente na última sexta-feira (3/12) estaria em 23,3%. Dessa forma, é provável que Bolsonaro amealhe votação próxima.

Agregador do JOTA, disponível para assinantes do JOTA PRO Poder, reúne dados de pesquisas eleitorais para determinar o cenário mais realista

Pela ferramenta, que traça um quadro mais preciso, já que reúne diferentes levantamentos e metodologias, Lula tem 42% das intenções de voto, Bolsonaro fica com 26% e Moro com 13%. Nesse cenário, Lula teria 99% de chances de vitória em segundo turno.