Eleições

Denúncia criminal

Objetivo de agressor de Bolsonaro foi determinar resultado das eleições, diz MPF

Adélio Bispo foi denunciado criminalmente com base na Lei de Segurança Nacional. Leia a íntegra da denúncia

Bolsonaro / Adélio Bispo
Momento em que Bolsonaro foi esfaqueado / Crédito: reprodução TV

Adélio Bispo de Oliveira, agressor do candidato à presidência da República Jair Bolsonaro (PSL), representou “violento golpe contra o regime democrático” ao esfaquear o político em Juiz de Fora (MG).

As palavras são do procurador da República Marcelo Borges de Mattos Medina, do Ministério Público Federal em Minas Gerais (MPF-MG), que denunciou Adélio nesta terça-feira (2/10) com base no art. 20 da Lei de Segurança Nacional (7.170/83). O caso tramita na Justiça Federal de Minas Gerais sob o número 4390-61.2018.4.01.3801.

“A tentativa de eliminação física do favorito na disputa pelo primeiro turno, em esforço para suprimir a sua participação no pleito e determinar o resultado das eleições mediante ato de violência, expôs o grave e iminente perigo de lesão ao regime democrático”, sustentou Marcelo Borges na acusação.

Segundo o procurador, a ação de Adélio “produziu risco sério e palpável de distorção no regime representativo, consistente na perspectiva de privação, à força, da possibilidade de milhões de eleitores sufragarem as ideias e propostas com as quais se identificam”.

Ele chegou a Bolsonaro durante a manifestação se passando por apoiador do candidato e gritando palavras favoráveis e insistindo em tirar uma foto, segundo apurou a Polícia Federal no inquérito.

“No plano concreto, a conduta provocou lesão real e efetiva ao processo eleitoral, ao afastar o candidato Jair Bolsonaro da campanha nas ruas, talvez definitivamente, e ao exigir a reformulação das estratégias dos concorrentes”, afirmou a procuradoria.

De acordo com o MPF, “está clara a motivação política do ato de Adélio, pois seu histórico de militância demonstra que já tinha sido filiado a partido político por sete anos, período em que tentou sair candidato a deputado federal”.


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