Eleições 2022

Pesquisa BTG Pactual/FSB

Alckmin x Braga Netto: quem pode trazer mais votos para a chapa presidencial?

Levantamento da BTG Pactual/FSB Pesquisa mostra Lula na liderança das intenções de voto

O ex-governador Geraldo Alckmin e o ex-ministro Braga Netto - Crédito: Montagem com fotos de Ricardo Stuckert (Flickr @lulaoficial) e Marcello Casal Jr. (Agência Brasil)

Pesquisa BTG Pactual/FSB Pesquisa, divulgada nesta segunda-feira (25/04), questionou os eleitores sobre o peso que a escolha dos vices nas chapas do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do presidente Jair Bolsonaro (PL) tem no voto deles.

O ex-governador Geraldo Alckmin deixou o PSDB, filiou-se ao PSB em março e foi indicado como vice de Lula. Já Bolsonaro deve ter seu ex-ministro Braga Netto como companheiro de chapa. O general deixou o cargo no último mês.

Entre os declararam voto no petista, 39% afirmaram que o fato de Alckmin ser o vice na chapa aumenta a vontade de votar em Lula, enquanto que para 50% não faz diferença e para 9% diminui.

Entre os eleitores de Bolsonaro, 44% responderam que o anúncio de que Braga Netto será o vice a aumenta a vontade de votar pela reeleição do presidente. Outros 52% disseram que a escolha não interfere e para 2% diminui. (Veja os gráficos abaixo)

A maior diferença está, no entanto, entre os eleitores de outros candidatos e nos indecisos. Nesses segmentos, o nome do ex-governador de São Paulo ajuda mais Lula do que Braga Netto contribui para Bolsonaro.

Entre aqueles que declararam votos em outros candidatos, 28% responderam que o fato de Alckmin ser vice na chapa de Lula aumenta a vontade de votar no petista. Entre esse público, apenas 4% disseram que o nome de Braga Netto aumenta a vontade de escolher o presidente.

No caso dos indecisos, 19% disseram que Alckmin na posição de vice aumentam as chances de optar por Lula enquanto que, no caso do ex-ministro e Bolsonaro, esse percentual fica em 3%.

A pesquisa mostra que Lula segue liderando a corrida presidencial, com 41% das intenções de voto. O petista oscilou dentro da margem de erro, que é de dois pontos. No levantamento passado, de março, ele tinha 43%. Bolsonaro tinha 29% na pesquisa anterior e ampliou seu percentual para 32%.

Os outros candidatos somados tinham 13% e, na pesquisa divulgada nesta segunda-feira, aparecem com 5%.

O levantamento foi feito entre os dias 22 e 24 de abril por telefone, com 2 mil eleitores. A margem de erro é de 2 pontos, e o registro no TSE é BR-04676/2022.