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Juiz pede que MP esclareça quem será acionado em processo contra Alckmin

Das sete partes citadas na ação de improbidade administrativa, apenas três foram mencionadas no pedido

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Geraldo Alckmin em evento em São Paulo na segunda-feira (10/9) - Crédito: Ciete Silverio/Divulgação

O juiz Alberto Alonso Munoz, da 13ª Vara de Fazenda Pública de São Paulo, pediu que o Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP) esclareça quem será acionado na ação de improbidade administrativa proposta contra o candidato à presidência da República e ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB).

Em mandado proferido nesta segunda-feira (10), o juiz afirmou que a ação foi proposta em face de sete demandados, mas apenas três deles foram citados no pedido – Alckmin, o tesoureiro de sua campanha de 2014, Marcos Antônio Monteiro, e a empresa Odebrecht.

Sendo assim, o Ministério Público tem cinco dias para afirmar se pretende ainda litigar em face das demais partes não mencionadas no pedido e, caso decida por manter o processo contra todos, indicar precisamente o pedido que pretende formular contra eles.

Improbidade

Na última quarta-feira (5), o MPSP ajuizou uma ação de improbidade administrativa contra o ex-governador de São Paulo e candidato à Presidência da República Geraldo Alckmin (PSDB) por supostamente ter recebido R$ 10 milhões via caixa 2 da Odebrecht para campanhas eleitorais.

O MP pede que Alckmin seja condenado à perda dos valores ilicitamente acrescidos aos patrimônios, perda de eventual função pública que ocupe e a suspensão de seus direitos políticos.

Segundo o MP, Alckmin aceitou mais de R$ 7,8 milhões da Odebrecht, valores estes não declarados à Justiça Eleitoral, entregues por meio do esquema fraudulento de caixa dois, para a campanha à reeleição ao cargo de Governador do Estado de São Paulo.

Em depoimento dado no MP-SP no inquérito, Alckmin disse não se recordar ao certo de ter se reunido em seu escritório com Benedicto Júnior, delator da empresa Odebrecht, “muito embora isso possa ter ocorrido, já que recebia muitas pessoas e com elas se reunia”.

Alckmin também disse que “essa reunião até pode ter acontecido, mas ressalva que é péssimo na recordação de pessoas apenas por seus nomes”. A ação tramita sob o número 1043973-96.2018.8.26.0053.


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