Eleições 2018

Nas redes

Mais de 840 mil tuítes questionaram lisura do processo eleitoral no último mês

Segundo DAPP, da FGV, tanto apoiadores de Bolsonaro quanto do PT discutiram possíveis fraudes nas eleições

processo eleitoral
Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

Levantamento da Diretoria de Análise de Políticas Públicas, da Fundação Getúlio Vargas (FGV), mostrou que a desconfiança sobre a segurança do processo eleitoral tem sido uma das tônicas nas redes sociais.

Esse sentimento se dividiu entre os apoiadores do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, após a negativa a sua candidatura em agosto, e os apoiadores de Jair Bolsonaro, após a suspensão da implementação do voto impresso pelo Supremo Tribunal Federal em junho.

Segundo a DAPP, um vídeo publicado por Bolsonaro no domingo (16/09) em que ele discursa sobre a possibilidade de fraude nas eleições articulada pelo Partido do Trabalhadores (PT) promoveu nova onda de reações em torno da confiabilidade do processo eleitoral: apenas no Facebook, o vídeo gerou mais de 470 mil comentários até as 13h desta terça-feira (18/9).

De 19 de agosto a 18 de setembro, a desconfiança sobre a lisura do processo eleitoral mobilizou 841,8 mil menções no Twitte​r​.

“As menções que associaram a impossibilidade de Lula ser candidato a uma possível fraude nas eleições foram mais intensas no mês de agosto, sobretudo em repercussão à nota do comitê de direitos humanos da ONU recomendando que o Estado brasileiro permitisse a candidatura do ex-presidente. A hashtag #eleiçãosemlulaéfraude reuniu a maior parte das menções desta linha”, diz o levantamento.

Em relação a Jair Bolsonaro, os comentários na rede desconfiando do processo eleitoral versaram sobre suposições de adulteração da urna eletrônica desde pleitos anteriores e à fala do presidenciável justificando uma possível derrota em outubro devido a fraude no sistema de votação e a potenciais manobras contra sua figura.

Segundo a DAPP, o pico do debate se deu em 29 de agosto, com cerca de 205 mil tuítes sobre o assunto. “A alta ocorreu em virtude da entrevista de Bolsonaro para a GloboNews, em que o presidenciável afirmou que não acredita em pesquisas eleitorais”, destaca trecho do relatório.

As pesquisas eleitorais foram alvo de muitas menções relacionadas ao candidato do PSL. Usuários questionaram os resultados apresentados, particularmente os índices de rejeição associados a Bolsonaro.

A partir desses números, iniciou-se uma disputa entre apoiadores e eleitores contrários ao deputado federal a partir de posts como “se você vai votar em Bolsonaro, curta esse tuíte”, que demonstrariam a aprovação ao candidato, e outras postagens que mudavam o sentido original da proposta para mostrar a rejeição a ele.

“Os sete tuítes mais compartilhados de todo o período foram menções irônicas desse tipo, comparando a aceitação do candidato com a preferência por fotos de gatos, de pessoas idosas, de carros e outros, como, por exemplo, ‘se você vai votar no Bolsonaro, curta; se vai votar nesse gato, compartilhe'”, diz o levantamento.


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