Eleições 2018

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Bolsonaro tem 46,7% de votos, mas terá de disputar segundo turno com Haddad

Petista tem 28,43% dos votos válidos até o momento. Ciro Gomes, com 12,52%, e Geraldo Alckmin, com 4,83%, foram derrotados

Bolsonaro e Haddad agregador
Jair Bolsonaro e Fernando Haddad vão disputar o segundo turno / Crédito: Divulgação e Agência Brasil

O candidato do PSL, Jair Bolsonaro, disputará com o candidato do PT, Fernando Haddad, o segundo turno das eleições presidenciais, marcadas para o dia 28 deste mês.

O movimento de alta nas intenções de voto em Bolsonaro, registrado nos últimos dias e indicados nas pesquisas do Datafolha e Ibope não foi suficiente para que o candidato vencesse já no primeiro turno.

Até o momento, com 95% das urnas apuradas, Bolsonaro tem 46,7% dos votos contra 28,37% de Fernando Haddad. A diferença entre os dois é  3 pontos maior que a última pesquisa Datafolha e 2 maior que o mais recente levantamento do Ibope sem considerar o de boca de urna.

Na sequência da disputa, Ciro Gomes (PDT) obteve 12,52% dos votos, Geraldo Alckmin (PSDB) ficou em 4,83%, João Amoêdo (Novo) estreou com 2,58%, Cabo Daciolo (Patriota) registrou 1,25% e Henrique Meirelles (PMDB) obteve 1,21%. Marina Silva (REDE) desidratou e não passou de 1%, seguida por Alvaro Dias (Podemos) que ficou com 0,82%

Bolsonaro foi o primeiro colocado em quatro regiões do país, perdendo para Haddad apenas no Noredeste. As maiores diferenças em favor de Bolsonaro foram registradas no Sul e no Sudeste. Na cidade de São Paulo, que reúne o maior número de eleitores do país, Bolsonaro obteve 44,58% dos votos válidos contra 19,69% de Haddad, 14,83% de Ciro, 8,79% de Alckmin, 5,70% de Amoêdo, 1,49% de Marina, 1,42% de Cabo Daciolo, 1,31% de Henrique Meirelles, 1,21% de Boulos e  0,80% de Alvaro Dias.

Segundo Turno

O ataque a faca contra Bolsonaro no dia 6 de setembro tirou-o dos debates no primeiro turno das eleições, impediu que fizesse campanha nas ruas do país e não permitiu que o eleitor discutisse suas propostas para governo.

Como alternativa, Bolsonaro continuou a usar as redes sociais para se manifestar e concedeu entrevistas a emissoras de TV. Sua ausência, porém, abriu espaço para que seu vice, o general Hamilton Mourão, criasse arestas para a campanha, falando do fim do décimo terceiro salário, em autogolpe, em nova constituinte sem a participação do povo.

Por outro lado, na primeira fase da disputa, o candidato do PSL tinha apenas 8 segundos de tempo de TV contra os 2 minutos e 23 segundos de Fernando Haddad. Agora, no segundo turno, os dois terão tempos iguais nas propagandas de rádio e de TV.

Nos debates de rádio e TV, os dois poderão expor suas ideias e confrontar o adversário. Bolsonaro participou apenas dos dois primeiros debates, promovidos pela Band e pela TV Gazeta. Depois que levou uma facada, em Juiz de Fora (MG), foi internado e só teve alta no dia 29 de setembro.

Desses dois debates, Haddad não participou, pois o candidato do PT à Presidência da República ainda era Luiz Inácio Lula da Silva, que é inelegível pela Lei da Ficha Limpa e está preso na Polícia Federal, em Curitiba (PR). Haddad passou a participar dos debates entre os presidenciáveis no dia 20 de setembro – debate da TV Gazeta.

E, no último debate, promovido pela TV Globo, Bolsonaro alegou razões médicas para não participar, mas concedeu entrevista para a TV Record. Ou seja, somente agora, no segundo turno, o eleitor terá a chance de ver Bolsonaro e Haddad frente a frente.


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