Eleições 2018

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Menções a Bolsonaro no Twitter crescem 2.500% após atentado em Minas Gerais

Candidato foi esfaqueado nesta quinta-feira durante ato de campanha em Juiz de Fora

Bolsonaro facada
Crédito: Reprodução/YouTube

Após o atentado ao candidato à Presidência Jair Bolsonaro (PSL-RJ), o volume de referências a ele chegou 808,4 mil no Twitter, entre as 16h e as 18h desta quinta-feira (6/9). Das 14h às 16h, o candidato foi citado 34 mil vezes na rede. Os dados foram levantados pela Diretoria de Análise de Políticas Públicas da Fundação Getúlio Vargas (FGV-DAPP). As principais hashtags utilizadas foram  #bolsonaropresidente17 (0,6%), #bolsonaro (0,5%), #urgente (0,5%), #eleições2018 (0,4%) e #forçabolsonaro (0,3%).

Segundo a DAPP, até as 18h, o tópico Jair Bolsonaro esteve presente nos Trending Topics de 12 países (Argentina, Chile, Vietnã, Porto Rico, México, Estados Unidos, Venezuela, Bahrein, Colômbia, Bielorússia, Reino Unido e Espanha), com uma média de 90 mil tuítes em cada localidade. No Brasil, quatro dos 10 principais tópicos falavam do crime.

Bolsonaro sofreu um atentado na tarde desta quinta-feira. Ao fazer um ato de campanha em Juiz de Fora, Minas Gerais, um homem o atingiu com uma facada na região do abdômen.

O crime pode ser enquadrado como tentativa de homicídio, artigo 121 do CP, ou como lesão corporal, artigo 129 do Código Penal, cuja pena varia de meses a 12 anos – se for seguida de morte.

A tipificação do crime dependerá das apurações para identificar a intenção do autor da agressão. Se a intenção foi de matar, será enquadrado como tentativa de homicídio. Tudo depende das provas obtidas por meio da investigação. O crime deve ser enquadrado como tentativa de homicídio.

Por ora, a investigação fica a cargo da Polícia Federal, que escoltava Bolsonaro durante o ato de campanha. Em nota, a PF disse que o agressor foi preso em flagrante e conduzido para a Delegacia da PF em Juiz de Fora. Segundo a PF,  foi instaurado inquérito policial para apurar as circunstâncias do fato.

A PF é responsável pela segurança dos candidatos à Presidência da República de partidos que tenham ao menos cinco deputados na Câmara. A discussão sobre a competência do caso entre a Polícia Civil e a Federal não é consensual.

Alguns advogados também acreditam que por ser deputado federal e ter sido atacado em campanha o caso atrairia a competência da Justiça Federal. Nem todos concordam.

“Nada disso significa que o caso deixaria de ser de competência jurisdicional estadual. Pois para fins judiciais as regras de competência são absolutamente rígidas e inexcedíveis – o que não precisa ser verdadeiro no campo da investigação, que em geral observa as regras de competência mas também segue critérios de eficiência e interesse público”, diz Rogério Taffarello, sócio do escritório Mattos Filho.

Às 17h32, a Santa Casa de Misericórdia de Juiz de Fora informou que Bolsonaro deu entrada no hospital por volta das 15h40 com uma lesão por material perfurocortante na região do abdômen. “Ele foi atendido na urgência, passou por um exame de ultrassonografia e agora está no Centro Cirúrgico”, diz o comunicado do hospital.

Às 18h, seu filho Flávio Bolsonaro informou que o estado de saúde de seu pai era “pior do que se imaginava”.

O autor da facada foi identificado como Adélio Bispo de Oliveira, oriundo de Montes Claros, em Minas Gerais. Ele tem 40 anos. Em seu Facebook, é possível ver manifestações contrárias a Bolsonaro.

A presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Rosa Weber, emitiu uma nota sobre o episódio. “O Tribunal Superior Eleitoral repudia toda e qualquer manifestação de violência, seja contra eleitores, seja candidatos ou em virtude do pleito. As eleições são uma manifestação de cidadania por meio da qual o povo expressa sua vontade. Inaceitável que atitudes extremadas maculem conquista tão importante quanto é a Democracia”, diz o comunicado.


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