Eleições 2018

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Agregador de pesquisas do JOTA mostra Lula na liderança, seguido por Bolsonaro

Estabilidade entre candidatos ainda permanece, depois de nova pesquisa MDA

Lula - Lula agregador de pesquisas do JOTA
Crédito: Ricardo Stuckert

A nova pesquisa MDA divulgada nesta semana mantém os valores do modelo do agregador JOTA. Isso significa que o cenário se mantém estável e com candidatos muito mais próximos do que revelam as pesquisas estimuladas: Lula lidera com 17%, seguido por Bolsonaro, com 12%.

O agregador de pesquisas revelou os seguintes resultados na última segunda-feira (14/5):

  1. Lula, apesar de dificilmente ser candidato, está com 17%, variando entre 14% e 20%.
  2. Jair Bolsonaro aparece com 12%, variando entre 9% e 15%.
  3. Desde nossa modelagem anterior, Alckmin aparece com 1%, podendo chegar a 3.5%. Ele permanece estável.
  4. Ciro Gomes aparece com 1.4%, podendo chegar a 4%. Ele também permanece estável.
  5. Marina Silva aparece com 1.3%, podendo chegar 4%.
  6. O valor de não sabe no nosso modelo chega a 44%, variando de 41% até 44%.

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O agregador JOTA de pesquisas não constitui pesquisa eleitoral, sendo mera ferramenta que permite que os resultados de pesquisas eleitorais espontâneas elaboradas por diferentes institutos e devidamente registradas junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sejam agregadas. O objetivo é mostrar intenções de voto mais próximas da realidade, conforme modelo estatístico desenvolvido pelo JOTA. Para visualizar a ferramenta interativa, acesse https://data.jota.info/agregador/index.html.

O agregador utiliza o modelo bayesiano para apontar tendências. Ele usa resultados anteriores como base para expectativas e acrescenta as novas pesquisas como novas probabilidades, atualizando essas expectativas. Assim, forma distribuições posteriores. Por isso mesmo, o modelo prevê resultados diários para todos os candidatos.

A principal conclusão com os dados agregados da nova pesquisa MDA é que sem Lula, que está preso e dificilmente viabilizará sua candidatura, Bolsonaro se consolida na liderança, mas chega a no máximo 15%. Ele é seguido por Ciro Gomes e Marina Silva, que estão próximos de Geraldo Alckmin.

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Os resultados também confirmam que eleitores ainda não estão com convicções formadas para as eleições de outubro: até 44% não sabem em que vão votar ainda.  

Na última pesquisa MDA, Joaquim Barbosa ainda aparece com 1% das intenções de votos espontâneas. Ele já afirmou, contudo, que não pretende concorrer. A pesquisa mostra ainda que Bolsonaro não cresceu nas avaliações espontâneas em relação ao cenário anterior do agregador, assim como Marina, Ciro e Alckmin.

O agregador permite comparar pesquisas diferentes, o que não é possível fazer com pesquisas estimuladas de diferentes institutos. Para isso, usamos modelo do estatístico e cientista político Simon Jackman, da Universidade de Stanford, um dos principais especialistas em estatística bayesiana da atualidade. Jackman ficou famoso por agregar resultados das eleições australianas, sua terra natal.

Diz Jackman em seus estudos: “Os resultados das pesquisas variam ao longo de uma campanha eleitoral e entre organizações de pesquisa, dificultando o rastreamento de mudanças genuínas no apoio dos eleitores. Eu apresento um modelo estatístico que rastreia as mudanças no apoio dos eleitores ao longo do tempo agrupando as pesquisas”.


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