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Leia a íntegra da decisão da Justiça do DF que transformou Cunha e Alves em réus por esquema na Caixa

O juiz Vallisney de Souza Oliveira, da 10ª Vara Federal no DF, aceitou denúncia e transformou em réus o deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o ex-ministro Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), o operador Lúcio Funaro e mais duas pessoas por esquema de desvio de recursos na Caixa. As investigações começaram na Procuradoria Geral da República e no […]

O juiz Vallisney de Souza Oliveira, da 10ª Vara Federal no DF, aceitou denúncia e transformou em réus o deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o ex-ministro Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), o operador Lúcio Funaro e mais duas pessoas por esquema de desvio de recursos na Caixa.

As investigações começaram na Procuradoria Geral da República e no Supremo Tribunal Federal como desdobramento da Lava Jato, mas foram enviadas para a Justiça Federal do DF depois que Cunha teve seu mandato cassado e perdeu direito a foro privilegiado.

Os acusados vão responder ação penal pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro, prevaricação e violação de sigilo funcional.
Cunha e os demais réus são acusados de cobrar propina de empresas para liberar investimentos do FGTS pleiteados por elas.

Também são réus Alexandre Margotto, ex-sócio de Funaro , e Fábio Cleto, ex-vice-presidente da Caixa que fez acordo de delação premiada e detalhou o suposto esquema de desvios.

“A presente denúncia faz referência e traz como prova a farta documentação que relata com precisão de detalhes as operações junto à Caixa econômica Federal e os dados bancários de contas no Exterior, planilhas, recibos e anotações feitas por alguns dos acusados e se lastreia ainda em depoimentos a título de colaboração premiada do codenunciado FÁBIO CLETO e depoimento de outros investigados e testemunhas, tais como Ricardo Pernambuco e outros, que tiveram intensa atividade no acobertamento e entrega do dinheiro indicado como ilícito a seus destinatários aqui denunciados”, escreveu o juiz.

Em sua delação premiada, Cleto afirmou que teve reuniões semanais com Cunha durante quatro anos para tratar de um esquema de propina envolvendo o FI-FGTS e que o parlamentar embolsou 80% dos recursos desviados.

Os encontros teriam ocorrido no apartamento funcional de Cunha e depois na residência oficial da Presidência da Câmara, quando o peemedebista assumiu o comando da Casa em fevereiro de 2015.

Segundo a Procuradoria-Geral da República, “do valor total da propina informada, a divisão era a seguinte: 80% para Eduardo Cunha, 12% para Funaro, 4% para Cleto e 4% para Margotto. Os envolvidos negam envolvimento com o esquema.

Cunha está preso na Lava Jato.

Leia a íntegra da decisão que recebeu denúncia contra Cunha


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