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Pesquisa nacional

Sentimento negativo em relação a Bolsonaro e Lula é maior do que quanto a Moro

Pesquisa JOTA/Quaest mostra que 49% dos entrevistados afirmam ter sentimento negativo em relação ao presidente

Foto: Marcos Corrêa/PR
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Pesquisa feita pelo JOTA em parceria com a Quaest, no último final de semana, buscou medir sentimentos da população em relação a personalidades políticas importantes: Jair Bolsonaro, Sergio Moro e Lula. Um conclusão importante: quase metade das pessoas entrevistadas (49%) responderam que têm sentimento negativo em relação a Bolsonaro. 

Para fazer esta medição, as possíveis respostas eram as seguintes:

1. Ama o Bolsonaro
2. Não chega a amar, mas gosta do Bolsonaro
3. Não ama nem odeia o Bolsonaro, é indiferente
4. Não chega a odiar, mas não gosta do Bolsonaro
5. Odeia o Bolsonaro
6. Não o conheço suficiente para avaliar
7. Não sei dizer

Por outro lado, 23% apresentam um sentimento positivo em relação ao presidente da República. O restante das pessoas são neutras, não souberam responder ou não responderam.

Levantamento também ouviu o público sobre os sentimentos em relação a Sergio Moro. Uma parcela de 19% tem sentimento negativo em relação ao ex-ministro da Justiça, enquanto 37% têm sentimento positivo e 37% são neutros.

A mesma pergunta foi feita em relação ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em relação ao ex-presidente, 42% tem uma visão negativa, 27% uma visão neutra e 26% uma visão positiva.

Metodologia

A pesquisa foi feita com mil pessoas, pela internet, entre os dias 25 e 26 de abril. O intervalo de credibilidade para os valores estimados é de 3,1%. A seleção da amostra foi aleatória. 

A pesquisa também mostra que a maior parte da população acredita mais na versão de Sergio Moro do que na do presidente Jair Bolsonaro, e acha que o ex-ministro agiu com ética ao anunciar a saída do governo.

O levantamento também indica aumento de 8 pontos percentuais na reprovação do governo Bolsonaro desde março, passando de 40% para 48%, além de metade avaliar desempenho de Bolsonaro na crise como ruim ou péssimo.