Dados

Pesquisa nacional

Para 59%, postura de Bolsonaro pode prejudicar investimentos internacionais

Ao mesmo tempo, 35,3% responderam que, durante o governo de Bolsonaro, a imagem do Brasil no exterior está melhor

Bolsonaro
Presidente Jair Bolsonaro cumprimenta turistas no Palácio da Alvorada - Crédito: Antonio Cruz/Agência Brasil
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Quase seis em dez brasileiros acreditam que a postura pessoal do presidente Jair Bolsonaro em temas polêmicos pode prejudicar o interesse de investidores internacionais do Brasil. O dado faz parte da pesquisa de opinião nacional do JOTA/Ibpad realizada entre os dias 28 a 31 de janeiro.

Segundo a pesquisa, 32,1% avaliam que a postura do presidente não pode prejudicar o interesse de investidores internacionais — 8% não responderam.

Ao mesmo tempo, os brasileiros têm percepção diversa quando perguntados sobre a imagem mais geral do país no exterior. Para 35,3% dos ouvidos, a imagem do Brasil no exterior durante o governo Bolsonaro está melhor. Já  33,2% avaliam que ela está pior e 25,2% dizem estar igual — 6,2% não responderam.

Na bateria de perguntas focadas no presidente da República, a pesquisa também mediu o nível de apoio dos brasileiros à sanção presidencial ao Fundo Eleitoral, que liberou R$ 2 bilhões para partidos políticos: 69,3% deles avaliam que Bolsonaro não agiu corretamente ao aprová-lo e 14,7% acreditam que ele agiu corretamente —  16% não responderam.

Opinião nacional

A pesquisa do JOTA já mostrou que Bolsonaro iniciou o segundo ano de mandato com taxa de aprovação estabilizada, com ligeiro viés de alta, com 34% de avaliações bom/ótimo.

O mesmo levantamento indicou uma percepção geral de melhora na economia, mas 59% dos eleitores acreditam que a economia “ainda vai demorar muito para se recuperar”, o que leva a uma menor pressão de recuperação imediata sobre Bolsonaro, conforme observou o analista-chefe do JOTA em São Paulo, Fábio Zambeli. E, sem pressão, o presidente tende a ceder ao populismo digital e a deixar pauta reformista em segundo plano.

Nesta semana, a pesquisa revelou que 44,1% dos brasileiros apontaram que o ministro da Justiça e ex-juiz federal Sergio Moro deveria se afastar da política e mostrou que, para a população, o desemprego é o principal problema da economia brasileira hoje.

Além disso, mediu a rejeição dos brasileiros a Bolsonaro e ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Levantamento

A pesquisa foi feita com 1.022 pessoas, por telefone, entre os dias 28 e 31 de janeiro e conta com respondentes em 387 municípios, em 25 Estados e no Distrito Federal. O sexo de 17 respondentes foi atribuído por meio de sorteio porque os aplicadores não conseguiram identificar essa informação durante a entrevista. A precisão desta pesquisa é medida usando um intervalo de credibilidade. Neste caso, o intervalo calculado é de mais ou menos 3,1%.

A seleção da amostra foi aleatória e após a coleta o time de dados do JOTA Labs aplicou um modelo de regressão multinível para conjugar os dados da pesquisa aos dados do Censo antes de aplicar pós-estratificação usando variáveis como gênero, idade, escolaridade, renda, região do país e declaração de religião. Essa modelagem estatística é importante para garantir o balanceamento da amostra e segue técnicas propostas por professores como Andrew Gelman.


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