Agregador de Pesquisas

Eleições municipais

Prefeitura de São Paulo: quase um terço dos eleitores não tem candidato

Russomanno lidera, seguido por Covas. Agregadores para disputas municipais serão divulgados para assinantes JOTA PRO

iss prefeitura de São Paulo
Sede da prefeitura de São Paulo. Crédito HELOISA BALLARINI/SECOM

O novo agregador de pesquisas do JOTA para a prefeitura de São Paulo mostra que, hoje (25/9), Celso Russomanno (Republicanos) tem 24,3% e Bruno Covas (PSDB), 19,7%. Os eleitores sem candidato (aqueles que declaram não saber ou dizem que irão votar branco ou nulo) somam 31,1%. Os agregadores para disputas nas prefeituras serão divulgados frequentemente para os assinantes PRO.

Guilherme Boulos (PSOL) aparece com 9,8% no agregador, enquanto Márcio França (PSB) e Jilmar Tatto (PT) somam 8,1% e 2,3%, respectivamente. Os outros candidatos têm, juntos, 8,8%.

Os valores representam a mediana do modelo e o gráfico a seguir também apresenta o intervalo de credibilidade. Os cálculos foram feitos com todas as pesquisas divulgadas até o momento para as eleições à prefeitura de São Paulo, com Datafolha, Ibope, Ideia e Atlas Político. Os intervalos de credibilidade do Sem Candidato, Celso Russomanno e Bruno Covas se cruzam. Eles estão descolados dos outros candidatos.

Além da prefeitura de São Paulo

O JOTA tem experiência com esse tipo de modelo. Na eleição de 2018, o agregador chegou mais perto do resultado final do que qualquer instituto. No agregador, atualizado na véspera da eleição, o candidato Jair Bolsonaro aparecia com 54,8% de votos válidos, e ele acabou com 55,1% do total de votos válidos. Já Fernando Haddad apareceu no agregador com 45,2%, terminando nas urnas com 44,9% dos votos válidos. A diferença de apenas 0,3 pontos percentuais ficou muito abaixo do intervalo de confiança estabelecido pelo modelo e mais próxima da realidade do que os institutos individualizados.

O agregador de pesquisas do JOTA também mede a popularidade de todos os presidentes da República desde 1988. Recentemente, por exemplo, mostrou que a popularidade de Jair Bolsonaro (sem partido) se estabilizou após sucessivo aumento nos últimos meses. Na última medição, as curvas aparecem estáveis tanto no ruim/péssimo como no ótimo/bom, com um pequeno viés de alta no primeiro caso e de queda, no segundo, que ainda não podem ser confirmados. Veja a figura:

Já a ferramenta interativa do agregador de popularidade permite que o usuário faça as suas próprias análises. É possível recortar pelo tipo de resposta (aprovação, desaprovação, regular ou não soube responder) ao longo do tempo e tirar as próprias interpretações sobre a oscilação da popularidade dos presidentes. Os dados permitem olhar os presidentes desde Fernando Collor de Mello.

Conheça a ferramenta e entenda a metodologia utilizada pelo JOTA Labs.