Liberdade de Expressão

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Facebook retira do ar 197 páginas e 87 perfis brasileiros

Segundo rede social, elas faziam parte de uma rede que usava contas falsas para espalhar desinformação

Facebook
Crédito: Pixabay

O Facebook retirou do ar nesta quarta-feira (25/07) 197 páginas e 87 perfis da rede no Brasil que violavam suas políticas de privacidade. Parte dessas páginas e perfis era ligada ao Movimento Brasil Livre (MBL) e a seus fundadores.

“Essas Páginas e Perfis faziam parte de uma rede coordenada que se ocultava com o uso de contas falsas no Facebook, e escondia das pessoas a natureza e a origem de seu conteúdo com o propósito de gerar divisão e espalhar desinformação”, diz o Facebook, em nota.

De acordo com a rede social, a iniciativa faz parte de um trabalho permanente para “identificar e agir contra pessoas mal intencionadas que violam nossos Padrões da Comunidade”.

O Facebook também informou que não quer “este tipo de comportamento” e está investindo fortemente em pessoas e tecnologia para remover conteúdo ruim de seus serviços.

“Temos atualmente cerca de 15 mil pessoas trabalhando em segurança e revisão de conteúdo em todo o mundo, e chegaremos ao fim do ano com mais de 20 mil pessoas nesses times”, diz o comunicado rede social.

No Twitter, o MBL se defendeu. Segundo o movimento, diversos de seus coordenadores tiveram as contas “arbitrariamente” retiradas do ar. “A alegação dada pela rede social é a de que se tratava de coibir contas falsas destinadas a divulgação de ‘fake news’. Entretanto, muitas dessas contas possuíam dados biográficos estritos, tais como: endereço profissional, telefones pessoais, contatos familiares”, escreveu o MBL em nota.

O MBL também criticou a decisão de desativas páginas de “alcance nacional”, que somavam quase meio milhão de seguidores para informar e divulgar ideias liberais e consevadoras. O movimento ressaltou que elas “exerciam o importante papel de denunciar as ‘fake news’ da grande mídia brasileira”, e classificou a ação como arbitrária, irônica, mas não surpreendente.

O movimento destaca que usará todos os recursos midiáticos, legais e políticos que a democracia oferece para recuperar as páginas derrubadas e “reverter a perseguição sofrida”.

Outra página retirada foi a do Movimento Brasil 200, liderada pelo empresário Flávio Rocha. Ele classificou a medida como uma “violência”:

MPF investiga

O Ministério Público Federal (MPF) em Goiás cobrou, em caráter de urgência, explicações do Facebook sobre a medida. “Embora a rede social não tenha especificado oficialmente quais perfis foram removidos, informações divulgadas pela imprensa dão conta de que as páginas desativadas variavam de notícias a temas políticos. Juntas, as páginas possuíam mais de meio milhão de seguidores”, diz comunicado do MPF.

O procurador da República Ailton Benedito, que investiga a rede social por supostos atos de censura e bloqueio de usuários brasileiros, deu prazo de 48 horas para que o Facebook envie a relação de todas as páginas e perfis removidos e a justificativa fática específica para a exclusão.

Em ofício, Benedito também requer a “justificativa fática específica sobre essa providência, para cada página/perfil excluído”.

 


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