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Paulo Guedes: “governo quer pagar o auxílio emergencial até o fim de março”

A declaração foi dada pelo ministro da Economia em entrevista exclusiva ao JOTA

Ministro Paulo Guedes fala ao JOTA

O governo federal quer recomeçar a pagar o auxílio emergencial até o fim de março, ou começo de abril referente a março, segundo o ministro da Economia, Paulo Guedes. A declaração foi dada em entrevista exclusiva ao JOTA, nesta sexta-feira (12/3). “Não acreditem na falsa narrativa de que a Economia está contra o auxílio. Nós vamos renovar tudo que deu certo.”

A conversa, sobre próximos passos da agenda de reformas e as perspectivas de retomada do crescimento pós-pandemia, é conduzida por Fábio Zambeli, analista-chefe do JOTA em São Paulo, e Guilherme Pimenta, repórter do JOTA em Brasília. A live faz parte da série de webinars que o JOTA realiza para discutir política, economia e instituições. Assinantes JOTA PRO têm o direito de entrar na sala do webinar no Zoom, ao vivo, e fazer perguntas para os entrevistados.

 

 

O ministro justificou que o auxílio emergencial em 2021 demorou a sair porque não se poderia destinar recursos para o auxílio emergencial sem autorização explícita de uma emenda constitucional, já que o estado de calamidade havia acabado em 31 de dezembro.

“Auxílio não saiu até hoje não foi porque economia não quisesse, presidente Bolsonaro não quisesse. Política estava travada por conta da disputa pela Presidência da Câmara e do Senado. Assim que foram designadas as duas presidências, imediatamente entramos em contato com (Rodrigo) Pacheco e (Arthur) Lira e começamos as conversas”, afirmou.

 

 

Segundo Guedes, “nós criamos o auxílio emergencial. O meu grupo. A pedido do presidente, pra não deixar nenhum brasileiro pra trás. A Câmara expandiu a base, o valor. Nós desenhamos. É evidente que não temos nada contra ele”.

Durante a entrevista, o ministro também comentou sobre o sucesso do Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda (BEM) em 2020 e declarou, neste ano, a pasta ampliará os pagamentos. “O benefício emergencial eu pago a empresa para ela manter o trabalhador, enquanto não volta a economia. Esse programa foi um sucesso. Preservamos 21 milhões de empregos. Esse ano vamos pagar 500 reais para ele continuar empregado por 11 meses, em vez do auxílio-desemprego. É melhor gastar menos pra manter um emprego”, disse.

Para custear os gastos com a pandemia, o ministro defendeu o congelamento de salários públicos por dois anos. “O Brasil está em estagflação há anos. Com juros de dois dígitos, a economia não cresce mais. Estamos querendo romper esse ciclo de estagflação.”

Ontem, citando os dados de arrecadação de fevereiro, recorde da série histórica, Paulo Guedes retomou o discurso otimista. “A arrecadação em fevereiro deste ano [é um] recorde histórico para fevereiros. A economia voltou em ‘V’ e está começando a decolar de novo”, comemorou o ministro da Economia.


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