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Marcassa: concessão da Nova Dutra pode resultar em redução de até 35% nas tarifas

Em webinar do JOTA, secretária da Infraestrutura disse que objetivo é assinar novo contrato até o início de 2021

Natalia Marcassa de Souza, secretária de Fomento, Planejamento e Parcerias do Ministério da Infraestrutura / Crédito: Jefferson Rudy/Agência Senado

O edital de concessão da rodovia Nova Dutra poderá gerar uma redução de tarifas cobradas aos usuários de até 35%. Segundo Natália Marcassa, secretária de Fomento, Planejamento e Parcerias do Ministério da Infraestrutura, o objetivo do governo é assinar o novo contrato da rodovia no começo de 2021, mesmo com as incertezas geradas pela pandemia da Covid-19.

Marcassa participou, nesta quinta-feira (21/5), do webinar do JOTA para discutir o calendário de concessões e privatizações em diversos setores da infraestrutura.

A concessão da Nova Dutra é considerada pelo ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, como uma das principais do país. O atual contrato será encerrado em fevereiro de 2021.

O novo edital, com leilão previsto no final deste ano, estabelece uma redução inicial das tarifas cobradas por meio de pedágio de 15%. Além disso, o novo contrato também prevê, posteriormente, uma redução adicional de até 20%.

Vimos uma atração muito grande de investidores internacionais [para a concessão da Nova Dutra]. Estamos em contato com vários players de fora e acho que será um leilão bastante concorrido e emocionante”, afirmou Marcassa.

Ela acrescenta que o projeto de concessão terá duração superior a trinta anos e deve ter R$ 14 bi em investimentos. A nova concessão também prevê, segundo a secretária, inovações como a iluminação de LED em 100% da rodovia.

“Além disso, estamos prevendo, nas regiões metropolitanas, um sistema que não temos ainda no Brasil para a gestão de tráfego: o Road Zipper, que é um carro que troca a barreira de faixa para fazer a gestão da rodovia conforme o número e intensidade de tráfego”, afirmou Marcassa.

A secretária também disse que o ministério está trabalhando com o BNDES para a realização de estudos sobre a privatização do porto de Santos. “É uma das nossas joias. Devemos ter os estudos publicados em 2021 e o leilão entre 2021 e 2022”, afirmou.

Ainda sobre o calendário dos leilões, Marcassa prevê que as privatizações dos aeroportos de Santos Dumont e Congonhas devem acontecer no primeiro trimestre de 2022, na 7ª rodada do programa de concessões.

Webinars

A conversa com Natália Marcassa faz parte da série de webinars diários que o JOTA está realizando para discutir os efeitos da pandemia na política, na economia e nas instituições. Todos os dias, tomadores de decisão e especialistas são convidados a refletir sobre algum aspecto da crise.

Entre os convidados, já participaram do webinar estão o apresentador e empresário Luciano Huck, o ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Sergio Moro, o presidente do STF, Dias Toffoli, o ministro Gilmar Mendes, o ministro Luís Roberto Barroso, o prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM), a presidente da CCJ do Senado, Simone Tebet (MDB-MS), o presidente da Comissão de Agricultura da Câmara, Fausto Pinato (PP-SP), o economista e presidente do Insper, Marcos Lisboa; além de representantes de instituições como a Frente Nacional de Prefeitos, a Confederação Nacional das Indústrias e a Associação Nacional dos Magistrados do Trabalho.

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