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ELEIÇÕES 2020

Karina Kufa: ‘Candidatos se aproximam de Bolsonaro por popularidade na eleição’

Advogada lembrou que Bolsonaro já antecipou que não apoiará nenhum candidato no primeiro turno

Bolsonaro eleição
Presidente da República Jair Bolsonaro / Crédito: Marcos Corrêa/PR

A advogada de Jair Bolsonaro (sem partido) e tesoureira do partido Aliança pelo Brasil, Karina Kufa, afirmou nesta quarta-feira (16/9) em entrevista ao JOTA que a popularidade em alta do presidente tem criado uma movimentação de candidatos que concorrem a cargos eletivos nas eleições deste ano para se associar ao presidente Jair Bolsonaro.

“Temos visto candidatos, inclusive de esquerda, que fizeram declarações de apoio à esquerda e ao PT, e agora nessa campanha estão vestindo verde a amarelo, apoiando Bolsonaro, justamente pela popularidade em alta do presidente, que continua até mesmo na pandemia”, afirmou Kufa durante webinar promovido pela Casa JOTA para tratar sobre a judicialização das campanhas eleitorais.

Segundo a advogada, muitos parlamentares da base do presidente têm passado por situações de constrangimento por candidatos ao pleito que querem conquistar votos forçando apoio de pessoas próximas a Bolsonaro.

“Dá para lembrar das eleições passadas, em que o ‘BolsoDoria’ [slogan utilizado pelo atual governador de São Paulo, João Doria (PSDB)] não tinha uma sinalização do Bolsonaro de apoio, mas utilizou da frase e isso acabou levando à vitória”, sustentou Kufa.

A mesma movimentação, afirmou, também tem sido observada em relação ao nome do Aliança pelo Brasil, partido fundado pelo atual presidente, mas que ainda não está apto para disputar pleitos eleitorais, por não ter colhido o número suficiente de assinaturas para fundar o partido, que gira em torno de 490 mil subscrições.

O que estamos vendo é a utilização da marca Aliança pelo Brasil, sem autorização. Mas fica difícil e inviável a gente ter que notificar todo e qualquer usuário que esteja utilizando a marca do partido”, destacou.

Ela relembrou que Bolsonaro já antecipou que não apoiará nenhum candidato no primeiro turno, marcado para 15 de novembro. Citou, ainda, que recebeu uma ligação de uma pessoa interessada em usar o nome “Bolsonaro” em sua campanha. “Se for efetivado, depois avaliaremos se vamos tomar providências ou não. Isso ficará a critério da família Bolsonaro”, disse.