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Depois de ano de retração, M&A deve voltar a crescer em 2019, aposta CSA

Para Ester Santana, sócia do CSA, áreas afetadas por incertezas políticas e econômicas terão boa perspectiva no novo ano

M&A
Ester Santana, sócia-fundadora do CSA / Crédito: Divulgação

Se em 2018, em virtude das incertezas que o cenário político e econômico trouxeram, a área de M&A do escritório CSA sofreu retração, em 2019 a aposta é que com a retomada da economia a prática deve voltar a crescer.

Por outro lado, em 2019, no mercado de advocacia como um todo, áreas que cresceram durante os anos de crise e recessão, como recuperação judicial e contencioso, devem sofrer uma queda.

A análise é de Ester Santana, sócia-fundadora do CSA. Os destaques do escritório em 2018, segundo a advogada, foram as áreas trabalhista, em virtude da reforma, e a de planejamento sucessório.

Os avanços e também os recuos, avalia Ester, eram esperados já que “em ano de eleição é comum as empresas e pessoas segurarem os projetos para o momento em que o cenário estará mais definido”.

Leia a íntegra da entrevista.

Quais áreas registraram crescimento e quais tiveram retração em 2018?

A área trabalhista registrou crescimento em 2018, notadamente em virtude da reforma trabalhista, o que gerou mais demanda.

A área de planejamento sucessório também cresceu bastante em 2018.

A área de M&A sofreu retração, em virtude das incertezas que o cenário político e econômico trouxeram.

Os movimentos surpreenderam o escritório ou os avanços e recuos eram esperados nestas áreas?

Os movimentos eram esperados, em ano de eleição é comum as empresas e pessoas segurarem os projetos para o momento em que o cenário estará mais definido.

Quais as grandes vitórias da banca em 2018 tanto no Judiciário quanto no âmbito administrativo? E quais as derrotas mais sentidas?

No Judiciário conseguimos diversas decisões autorizando de imediato o direito das empresas de excluírem o ICMS da base de PIS/COFINS.

E no administrativo conseguimos anular grande parte de um auto de infração que discute ganho de capital e a utilização de FIP na venda de empresa.

O que esperava que aconteceria neste ano que na prática não se concretizou?

A finalização do julgamento pelo Supremo Tribunal Federal nos embargos de declaração da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional na ação que discute a exclusão do ICMS na base de PIS/COFINS.

Também não houve a aprovação em 2018 da Medida Provisória que propôs a alteração nas regras de tributação dos fundos de investimento.

O escritório aposta em quais áreas para crescer em 2019?

Na área trabalhista e tributária, esta última em virtude das possíveis reformas que os candidatos eleitos devem promover.

Quais as perspectivas para o mercado de advocacia em 2019? 

Perspectiva de crescimento em áreas afetadas pela retomada econômica do país, como M&A e infraestrutura, em oposição a áreas que cresceram durante os anos de crise e recessão, como recuperação judicial e contencioso.

Quais as perspectivas do escritório sobre o Judiciário em 2019?

Um Judiciário mais célere, em virtude da constante implantação e melhora de sistemas para que os processos sejam eletrônicos.

Qual lei o escritório espera que será o grande destaque do próximo ano?

As leis que tratarão de possível reforma da Previdência e da reforma tributária.

O que o escritório espera do novo governo?

Um governo que promova à retomada do crescimento econômico, por meio de medidas que atraiam investimentos e geração de empregos,  além da adoção de medidas que promovam combate à corrupção.

Raio-x do escritório

Crescimento percentual: 16%
Número de sócios: 4
Número de advogados: 16


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