Carreira

Balanço

‘Em cenário instável, escritórios consolidados se destacam’

Avaliação é de Angela Di Franco, sócia do Levy & Salomão

Angela Di Franco, sócia do escritório Levy & Salomão Crédito: Divulgação

Uma decepção do ano passado para a advogada Angela Di Franco, sócia do escritório Levy & Salomão, foi a costumeira lentidão do Judiciário, apesar das inovações trazidas pelo Novo Código de Processo Civil (NCPC).

“O Poder Judiciário ainda demanda muito esforço para a tramitação mais rápida das causas,  e advogados e partes precisam se conscientizar que a interposição de vários recursos só geram custos e não solucionam a demanda”, critica.

Para esse ano, contudo, a expectativa do escritório é que novas varas especializadas sejam criadas nos grandes centros urbanos.

Quanto à advocacia, num cenário ainda instável, Di Franco acredita que escritórios consolidados tendem a se destacar ainda mais, já que “entregam trabalho de excelência realizado por profissionais com formação multidisciplinar e treinamento apropriado”.

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Leia a entrevista com Angela Di Franco, sócia do escritório Levy & Salomão.

Quais áreas registraram crescimento e garantiram faturamento em 2017?

No geral, as áreas apresentaram o faturamento esperado para 2017.  A área de compliance, seguida das áreas de solução de controvérsias, concorrencial e entretenimento, foram as com maior demanda de trabalho.  Também a área de regulação e assuntos governamentais, inaugurada no escritório no início de 2017, despertou interesse por parte dos clientes e já registra um bom fluxo de trabalho.

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Quais áreas tiveram retração em 2017?

Áreas que dependem do pleno funcionamento da economia foram as que apresentaram um crescimento menor.

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Os dois movimentos surpreenderam o escritório ou os avanços e recuos eram esperados nestas áreas?

A alta demanda na área de compliance já era esperada, assim como a continuidade da demanda para as áreas de solução de controvérsias, entretenimento e concorrencial. O que surpreendeu foi a manutenção desses resultados em um ano de crise.

Já a área de regulação e assuntos governamentais surpreendeu pela rápida procura. Com resultado positivo em 2017, há sinais de que 2018 será um ano especialmente importante para a área.

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Quais as grandes vitórias da banca em 2017 tanto no Judiciário quanto no âmbito administrativo?  

Entre as vitórias do ano, ganhamos no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) um caso da Usiminas com o indeferimento do pedido da CSN de votar na sua assembleia, revertendo decisão de 2016.

Também obtivemos aprovação para dois contratos associativos em que o grau de concentração era superior a 70%, nos casos American Airlines/LATAM e Serasa/Boa Vista, e assistimos a Camargo Corrêa na celebração de dois acordos com o Ministério Público do Estado de São Paulo, cobrindo aspectos cíveis e criminais, referentes à investigação de cartel em obras da Linha 5 do Metrô de São Paulo.

No âmbito do comércio exterior, representamos a Michellin em caso vitorioso que a Câmara de Comércio Exterior (Camex) cancelou a medida antidumping que seria aplicada a importações de borracha e-SBR.

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O que esperava que aconteceria neste ano que na prática não se concretizou?

Maior agilidade no julgamento das demandas judiciais.  Apesar das inovações do Novo Código de Processo Civil, os casos ainda demoram a ser finalizados.  O Poder Judiciário ainda demanda muito esforço para a tramitação mais rápida das causas,  e advogados e partes precisam se conscientizar que a interposição de vários recursos só geram custos e não solucionam a demanda.

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O escritório aposta em quais áreas para crescer em 2018?

Além da área de regulação e assuntos governamentais já mencionada, a demanda de trabalho nas áreas de compliance e solução de controvérsias, especialmente arbitragens, deve continuar alta.

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Quais as perspectivas para o mercado de advocacia em 2018 num contexto ainda de instabilidade política e econômica?

Acreditamos que momentos de crise aumentam as disputas e as oportunidades comerciais, gerando demanda por serviços jurídicos de qualidade.  Em um cenário instável, os que se destacam são escritórios consolidados, que entregam trabalho de excelência realizado por profissionais com formação multidisciplinar e treinamento apropriado.

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Em 2017, vários escritórios apareceram nas delações da JBS sob acusação de emitirem notas falsas e outros advogados foram acusados de intermediar propina por outros delatores. A imagem da advocacia saiu arranhada neste ano?  

Entendemos que não.  O papel do advogado na sociedade moderna tem sido objeto de destaque na imprensa, chamando atenção de jovens para a carreira jurídica, especialmente para a área criminal.

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Quais as perspectivas do escritório sobre o Judiciário em 2018?

Entre nossas expectativas para o Judiciário no próximo ano estão o aumento de varas especializadas nos grandes centros urbanos.

2017 foi o ano da reforma trabalhista. E em 2018, que lei será o destaque?

Uma reforma na Lei de Recuperação e Falências, a reforma da Previdência e uma possível reforma tributária.

Raio-x do escritório
Crescimento:
não respondeu
Número de sócios: 16
Número de advogados: 42


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