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Balanço

Áreas de M&A e mercado de capitais devem retomar crescimento em 2018

M&A deve impulsionar ainda as áreas societária e tributária, avalia Ester Santana, sócia do CSA

Ester Santana
Ester Santana, sócia do CSA – Chamon Santana Advogados/ Crédito: Divulgação

Em março de 2017, os advogados Ricardo Chamon e Ester Santana fundaram um novo escritório: o Chamon Santana Advogados (CSA), especializado em Direito Tributário e Societário.

Neste primeiro ano, a área de pessoa física cresceu significativamente e também foi registrado crescimento na área de M&A e estruturação de negócios.

Para este ano, a sócia Ester Santana avalia que as áreas de M&A e mercado de capitais  crescer mais aceleradamente “na medida em que as incertezas quanto ao quadro político/econômico forem se dissipando ao longo do ano”.

Internamente, o desenvolvimento da área de M&A deve impulsionar também as áreas societária e tributária.

Para que o escritório continue a crescer, Santana aposta ainda no planejamento sucessório e patrimonial, assim como na área de consultoria.

Leia a íntegra da entrevista com Ester Santana, sócia do CSA.

Quais áreas registraram crescimento e garantiram faturamento em 2017?

Em 2017, a área de pessoa física cresceu significativamente, não só por causa dos programas de anistia, como também por um processo de amadurecimento e entendimento dos clientes pessoas físicas quanto à necessidade de estruturar adequadamente seu patrimônio e estar em conformidade com a legislação local e internacional.

Especificamente com relação ao último trimestre do ano de 2017 verificamos crescimento na área de M&A e estruturação de negócios, em linha com a melhora no quadro econômico.

Quais áreas tiveram retração em 2017?

A área de consultoria acabou sofrendo uma diminuição, especialmente no primeiro semestre já que, como resultado da recessão econômica, muitas empresas acabaram por suspender novos projetos que não são vitais à sobrevivência da companhia.

Os dois movimentos surpreenderam o escritório ou os avanços e recuos eram esperados nestas áreas?

Para nós, esses movimentos já eram esperados diante do quadro de recessão econômica iniciado nos anos anteriores.

Quais as grandes vitórias da banca em 2017 tanto no Judiciário quanto no âmbito administrativo? 

Sem dúvida o julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF) a respeito da inconstitucionalidade da inclusão do ICMS na base de cálculo de PIS/COFINS foi uma grande vitória para nossos clientes. Também tivemos importante vitória para alguns de nossos clientes que discutiam a imunidade de impostos sobre a comercialização de livros digitais e material didático.

E as derrotas mais sentidas?

O FUNRURAL foi uma derrota para os contribuintes, até mesmo porque o STF até então havia se manifestado de maneira favorável e depois acabou mudando seu posicionamento em 2017 para declarar a constitucionalidade da cobrança.

O que esperava que aconteceria neste ano que na prática não se concretizou?

A indefinição com relação à modulação dos efeitos da declaração de inconstitucionalidade da inclusão do ICMS na base de cálculo de PIS/COFINS, uma vez que o julgamento aconteceu em março do último ano e tal tema sequer havia sido objeto de discussão anterior nos autos.

O escritório aposta em quais áreas para crescer em 2018?

As áreas de:

-M&A, o que deve impulsionar bastante as áreas societária e tributária.

– Planejamento sucessório e patrimonial, em linha com as constantes mudanças e avanços para haver compliance com a legislação doméstica e internacional.

– Consultoria, especialmente com relação aos projetos de reorganização de negócios, tanto inbound quanto outboud.

Quais as perspectivas para o mercado de advocacia em 2018 num contexto ainda de instabilidade política e econômica?

Para 2018 cremos que algumas áreas que ficaram no centro das atenções em 2017, tais como criminal e restruturação/recuperação de empresas, ainda devem continuar em destaque.

Outras áreas que ficaram menos em evidência – como M&A e mercado de capitais  – devem retomar o crescimento na medida em que as incertezas quanto ao quadro político/econômico forem se dissipando ao longo do ano.

Em 2017, vários escritórios apareceram nas delações da JBS sob acusação de emitirem notas falsas e outros advogados foram acusados de intermediar propina por outros delatores. A imagem da advocacia saiu arranhada neste ano?

Sim, infelizmente. Porém, é importante que as investigações avancem para que, se confirmadas as acusações, se torne uma oportunidade para diferenciar as más práticas daquelas que devem prevalecer por meio de uma advocacia ética e transparente.

Quais as perspectivas do escritório sobre o Judiciário em 2018?

Cremos que o Judiciário ainda deverá ser demandado para as questões envolvendo corrupção e as operações relativas à Lava Jato, o que pode fazer com que outras questões fiquem em segundo plano.

2017 foi o ano da reforma trabalhista. E em 2018 que lei será destaque?

A nova lei de falência e recuperação judicial, a nova tributação dos fundos, bem como a convalidação dos incentivos fiscais estaduais pelo CONFAZ.

 Raio-x do escritório

Crescimento percentual: primeiro ano de operação

Número de sócios: 3

Número de advogados: 15


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