Carreira

Balanço escritórios 2018

Área de Agribusiness é uma das apostas de 2019 do Souto Correa Advogados

Escritório também abriu novas áreas de Contratos, Imobiliário, Mercado de Capitais e Organização Patrimonial

Souto Correa
Carlos Souto, CEO do Souto Correa Advogados - Crédito: divulgação

Ao analisar a movimentação do mercado jurídico para 2019, o escritório Souto Correa Advogados decidiu abir cinco novas áreas. As apostas, segundo o CEO da banca, Carlos Souto, serão nos setores de Agribusiness, Contratos, Imobiliário, Mercado de Capitais e Organização Patrimonial e Sucessória.

Em 2018, Souto destaca as vitórias do escritório em casos no Judiciário. “Uma grande conquista foi a atuação na aprovação do plano de recuperação judicial da Ecovix, envolvendo dívidas superiores a R$ 7 bilhões”, afirma.

Ele também menciona a liminar obtida durante a greve nacional dos caminhoneiros, em maio de 2018, obrigando os manifestantes a se absterem de impedir o livre trânsito de veículos da empresa Santos Brasil.

Outra decisão importante foi obtida junto ao Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), julgando improcedente ação ajuizada por seguradora contra empresa do setor de energia elétrica, envolvendo a discussão sobre a responsabilidade objetiva de mais de 17 mil sinistros”, diz Souto. 

Leia a entrevista com Carlos Souto, CEO do Souto Correa Advogados:

Quais áreas registraram crescimento e quais tiveram retração em 2018?

O escritório iniciou o ano estruturado em 11 áreas de atuação: Administrativo e Regulatório; Ambiental e Sustentabilidade; Compliance; Consumidor e Product Liability, Penal Empresarial; Propriedade Intelectual e Entretenimento; Reestruturação e Insolvência; Resolução de Conflitos; Societário; Trabalhista e Tributária. Todas registraram crescimento de faturamento em 2018. Entre as áreas com crescimento mais expressivo, podemos destacar Administrativo e Regulatório; Consumidor e Product Liability; Propriedade Intelectual; Trabalhista e Tributário.

Os dois movimentos surpreenderam o escritório ou os avanços e recuos eram esperados nestas áreas?

O ano de 2018 foi bastante movimentado, especialmente no ambiente político, e a greve dos caminhoneiros impactou sensivelmente a economia, mas, ainda assim, ofereceu oportunidades (como os reflexos da Reforma Trabalhista, a aprovação da Lei Geral de Proteção de Dados, entre outros), possibilitando o crescimento da banca.

Quais as grandes vitórias da banca em 2018 tanto no Judiciário quanto no âmbito administrativo? E quais as derrotas mais sentidas?

No Judiciário, uma grande conquista foi a atuação na aprovação do plano de recuperação judicial da Ecovix, envolvendo dívidas superiores a R$ 7 bilhões. Também obtivemos a conversão da liquidação extrajudicial da Cotrijuí em liquidação judicial (passivo superior a R$ 3 bilhões), representando um dos credores. Outra decisão importante foi obtida junto ao Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), julgando improcedente ação ajuizada por seguradora contra empresa do setor de energia elétrica, envolvendo a discussão sobre a responsabilidade objetiva de mais de 17 mil sinistros.

Durante a greve nacional dos caminhoneiros, também obtivemos liminar obrigando os manifestantes a se absterem de impedir o livre trânsito de veículos da empresa Santos Brasil que transportavam combustível para as dependências da empresa no Porto de Santos. Atuando na representação do SERPRO Fundo Multipatrocinado, entidade de previdência complementar fechada, revertemos decisão que determinava sua imediata liquidação (em valor superior a R$ 650 milhões), com objetivo de satisfazer os créditos trabalhistas.

No âmbito administrativo, também tivemos diversas vitórias relevantes, especialmente no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF).

O que esperava que aconteceria neste ano que na prática não se concretizou?

A Reforma da Previdência era esperada em 2018 para possibilitar o equilíbrio das contas públicas e a retomada dos investimentos, mas acabou não se concretizando.

O escritório aposta em quais áreas para crescer em 2019?

Em razão de demandas, estamos abrindo, em 2019, as áreas específicas de Agribusiness, Contratos, Imobiliário, Mercado de Capitais e Organização Patrimonial e Sucessória. Além delas, apostamos no crescimento das áreas de Administrativo e Regulatório, Compliance e Penal Empresarial, Resolução de Conflitos (incluindo Arbitragem), Societário e Tributário.

Quais as perspectivas para o mercado de advocacia em 2019?

Continuará a oferecer boas oportunidades para profissionais de qualidade, atentos à inovação, especialmente diante da possibilidade de novos marcos regulatórios, privatizações e perspectiva de retomada da economia.

Quais as perspectivas do escritório sobre o Judiciário em 2019?

Nossa perspectiva é de que a ampliação da utilização de novas tecnologias contribuirão para um Judiciário mais ágil.

Qual lei o escritório espera que será o grande destaque do próximo ano?

As leis que aprovem a Reforma da Previdência e a Reforma Tributária, além dos preparativos para a entrada em vigor da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), em fevereiro de 2020.

O que o escritório espera do novo governo?

No curto prazo, o encaminhamento da aprovação da Reforma da Previdência, essencial para garantir estabilidade econômica ao país. No médio prazo, a aprovação de uma Reforma Tributária que reduza a carga tributária no Brasil, permitindo mais investimentos e viabilizando, assim, o desenvolvimento de nossa economia com segurança jurídica.

Raio-x do escritório
Crescimento percentual: 11%
Número de sócios: 16
Número de advogados: 100


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