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Fusões, recuperação de empresas e compliance são apostas para 2016

Cenário de crise traz oportunidades, diz Alexandre Bertoldi, do Pinheiro Neto Advogados

Mesmo com cenário adverso, como foi 2015 para a economia, é possível ter um ano positivo e esperar maiores crescimentos para o ano futuro. Quem avalia é o sócio gestor do escritório Pinheiro Neto Advogados, Alexandre Bertoldi.

“Nossa perspectiva de crescimento para 2015 era conservadora, mas contra nossos próprios prognósticos tivemos uma ano positivo. Não podemos nos animar demasiadamente para 2016, mas aprendemos que cenários de crise trazem grandes oportunidades”, apontou Bertoldi.

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Segundo o sócio do escritório, a perspectiva de crescimento segue conservadora, mas com a opção por manter uma visão positiva.

“Tanto que no final deste ano [2015] elegemos três novos sócios e sete novos consultores, com a expectativa de ampliar a senioridade e a oferta de serviços em áreas com real potencial de crescimento”, explicou.

Com um crescimento de cerca de 6,5% a 7%, Bertoldi salientou que as áreas de maior destaque foram as relacionadas a Compliance, Reestruturação de Empresas e Fusões e Aquisições. Sobre as grandes vitórias da banca neste ano, exemplificou a “capacidade de crescer, fazendo novos Sócios e Consultores, aumentando o número de profissionais, mesmo em um momento em que o Brasil enfrenta os reflexos delicados de um período político e econômico turbulento”.

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Pontos negativos

As áreas que tiveram maior retração no ano, segundo Bertoldi, foram a de Mercado de Capitais e, “de certa maneira, a área Tributária, pois o Carf ficou inativo boa parte do ano”, disse, ao lembrar a paralisação do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais após a deflagração da operação Zelotes.

Sobre a maior derrota, apontou a diminuição do interesse dos investidores pelo Brasil, principalmente “após a perda de nosso investment grade”. Para ele, a sensação de que voltamos algumas casas no tabuleiro dos negócios internacionais pesou.

“Não acho que seja uma situação definitiva, nem que perdurará por muito tempo, mas buscar fôlego para percorrer um caminho que já havíamos superado é, de certa forma, frustrante”, disse, ao acrescentar que havia uma espera por uma maior atividade na área de Project Finance, em especial voltado a projetos de infraestrutura, mas que também não se desenvolveu.

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Apostas

Com relação às áreas que podem crescer mais em 2016, as apostas do escritório são:

Fusões e Aquisições: “Muitos investidores veem essa crise como oportunidade. Há negócios muitos bons em várias áreas, e setores que devem ser consolidados, como o de papel e celulose, por exemplo. Temos um mercado interno grande que não vai desaparecer e, além disso, há ativos que serão vendidos por necessidade, por causa de endividamento elevado de certas empresas e a dificuldade de renegociação desses passivos”.

Recuperação de Empresas: “Como em 2015, diante da dificuldade em obter crédito e sem alternativa de financiamento, imaginamos que empresas optem pela recuperação como alternativa para sobreviver a esse período turbulento”.

Compliance: “Os escândalos envolvendo grandes empresas ao redor do mundo por conta da fragilidade de seus processos deve aquecer a demanda por serviços de Compliance. Temos investido fortemente na ampliação da nossa oferta nessa área”.

Energia:A judicialização do setor deve provocar uma série de mudanças regulatórias, em especial nas atividades de geração, comercialização e distribuição de energia. Além disso, continuaremos a ter diversos leilões de energia para viabilizar novos projetos de transmissão e geração”.

Raio X do escritório

Crescimento: De 6,5% a 7%
Número de clientes: Pouco mais de 5 mil.
Número de casos: 48.145 casos ativos.
Número de sócios: 85 sócios. Serão 88 a partir de 1º de Janeiro.
Número de advogados: 351 advogados nos três escritório, incluindo sócios. O corpo jurídico ainda conta com 158 assistentes, auxiliares e estagiários.


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