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Cenário atual requer advogado com múltiplas habilidades

Para CEO do TozziniFreire, conhecimento macroeconômico e capacidade analítica são essenciais

Fernando Eduardo Serec, CEO de TozziniFreire Advogados / Crédito: Divulgação

O cenário atual requer que o advogado tenha habilidades multidisciplinares, familiaridade com o ambiente empresarial, conhecimento macroeconômico amplo, capacidade analítica aguçada e agilidade em avaliar cenários e encontrar soluções para demandas cada vez mais urgentes. A avaliação é de Fernando Eduardo Serec, CEO do TozziniFreire Advogados.

Em função da crise econômica e política de 2016, Serec avalia que era esperado o aumento de litígios e arbitragens. A boa surpresa, segundo ele, foi um “bom fluxo de operações de fusões e aquisições e o interesse estrangeiro diversificado, tanto em termos de origem do investimento, como em relação às áreas de negócios”.

Serec conta que devido à Lava Jato e às demais operações de combate à corrupção, houve um aumento nos serviços de compliance e penal empresarial, bem como de antitruste.

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Sobre temas relevantes que ainda não se concretizaram, citou a regulamentação da terceirização, o novo marco da mineração e a reforma tributária.

“Acreditamos que todas as áreas podem crescer em 2017, inclusive petróleo e gás, que vem dando sinais de recuperação, como os anúncios de que São Paulo bateu recorde na produção e o de leilões de blocos para 2017. Os projetos de infraestrutura, operações de aquisições, digital business e mercado de capitais também podem avançar no próximo ano”, afirmou.

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Para ele, as áreas corporate, compliance, antitruste, arbitragem, tributário e trabalhista devem continuar em alta durante bastante tempo.

Leia a íntegra da avaliação de Serec sobre o ano de 2016 e as perspectivas para 2017:

Quais áreas registraram crescimento e garantiram faturamento em 2016?
Em um ano de tantas incertezas, o fato de sermos reconhecidos  como um dos melhores escritórios full service foi importante para que fechássemos o período com um bom resultado em operações de destaque, transações nacionais e internacionais.

Todas as áreas tiveram um ano bastante intenso. Cabe destacar os crescimentos em corporate (M&A), antitruste, compliance e penal empresarial, arbitragem e resolução de disputas, regulatório, tributário, trabalhista, antitruste, assessoria a private equities e recuperação judicial. Mesmo nas práticas de mercado de capitais e banking tivemos um ano agitado e realizamos a maioria das ofertas públicas de Certificado de Recebíveis do Agronegócio (CRA).

Quais áreas tiveram retração em 2016?
A estagnação do setor de petróleo e gás afetou diretamente no resultado da área, mas estamos otimistas de que haverá uma retomada em breve.

Os dois movimentos surpreenderam o escritório ou os avanços e recuos eram esperados nestas áreas?
Eram movimentos esperados por nós, sim. Era evidente que a Lava Jato e as demais operações de combate à corrupção trariam um aumento nos serviços de compliance e penal empresarial, bem como de antitruste. Também era esperado o aumento de litígios e arbitragens em função da crise. A boa surpresa foi um bom fluxo de operações de fusões e aquisições e o interesse estrangeiro diversificado, tanto em termos de origem do investimento, como em relação às áreas de negócios.

Quais as grandes vitórias da banca em 2016? E quais as derrotas mais sentidas?
Não comentaremos essa questão por questões de confidencialidade nos contratos firmados com nossos clientes. Porém, podemos afirmar que tivemos excelentes decisões em arbitragem e contencioso e fechamos operações de muito destaque na área Corporativa.

Qual a maior frustração de 2016?
Não é uma frustração, mas um fato: 2016 poderia ter sido ainda melhor, não fossem as incertezas no cenário político e a baixa atividade econômica.

O que esperavam que aconteceria este ano que na prática não se concretizou?
A regulamentação da terceirização, o novo marco da mineração e a reforma tributária são itens relevantes que ainda não se concretizaram.

O escritório aposta em quais áreas para crescer em 2017?
Acreditamos que todas as áreas podem crescer em 2017, inclusive petróleo e gás, que vem dando sinais de recuperação, como os anúncios de que São Paulo bateu recorde na produção e o de leilões de blocos para 2017. Os projetos de infraestrutura, operações de aquisições, digital business e mercado de capitais também podem avançar no próximo ano. Estamos certos de que as áreas corporate, compliance, antitruste, arbitragem, tributário e trabalhista devem continuar em alta durante bastante tempo. Igualmente, cabe um destaque especial para a já esperada segunda etapa do programa de repatriação do patrimônio não declarado e as novas regras de parcelamento de tributos (Novo REFIS).

Quais as perspectivas para o mercado de advocacia para 2017 em um contexto de tanta instabilidade política e econômica?
Os resultados dos escritórios e de todos os outros segmentos em 2017 estarão ligados à reconstrução da economia do país, à manutenção das operações de combate à corrupção e à retomada da confiança na economia.

Há pouco tempo recebemos os resultados da “Pesquisa TozziniFreire – Perspectivas para o ambiente jurídico e econômico brasileiro em 2017”, que consultou 130 executivos de empresas nacionais e internacionais que atuam no país, e percebemos alguns bons sinais. As fusões e aquisições, por exemplo, estão no radar de mais de 40% das companhias pesquisadas. Além disso, 75% dos entrevistados afirmaram que pretendem aumentar os treinamentos em direito concorrencial. O compliance e a governança corporativa também são temas que entraram definitivamente nas agendas das corporações, o que revela uma busca por interações cada vez mais éticas com a sociedade em geral.

A atuação da Justiça em relação a empresas, como visto na Lava Jato e na Zelotes, abre espaço para um trabalho diferenciado de advogado?
Sem dúvida. O cenário pede que o advogado tenha habilidades multidisciplinares, familiaridade com o ambiente empresarial, conhecimento macroeconômico amplo, capacidade analítica cada vez mais aguçada e agilidade em avaliar cenários e encontrar soluções às demandas dos clientes, que são cada vez mais urgentes.

Quais as perspectivas do escritório sobre o Judiciário em 2017?
Nossa perspectiva é que o Judiciário continue sendo essencial para o sistema de pesos e contrapesos de nossa democracia garantindo segurança jurídica ao mundo dos negócios – essencial para a atração de mais investimentos.

Se 2016 foi o ano da lei anticorrupção, que lei será o destaque no ano que vem?
Acreditamos que o tema de combate à corrupção continuará a ter destaque na imprensa e no cenário jurídico brasileiro. Mas esperamos que outros assuntos sejam introduzidos para que o Brasil possa reconstituir rapidamente as áreas que necessitam de reformas para que se tenha uma retomada com competitividade. Por exemplo, as reformas trabalhista, tributária e previdenciária.

Raio-x do escritório
Número de sócios: 80
Número de advogados: 470

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